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Aranha sem teia

Todos esses ideaes, possiveis ou
impossiveis, acabam e me
esqueci de outros, se os havia.
Tenho a realidade deante de
mim, tentaculo absurdo d’uma
alma com familia e sorte que faz
tregeitos de aranha sem teia no
esticar-se da reposição cá á
frente.

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Fernando Pessoa. Livro do Desasocego.
Edição de Jerónimo Pizarro. Lisboa: IN-CM, 2010. Tomo I, p. 229.

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Lélia Parreira. Aranha sem teia.
Acrílica sobre tela. Dimensões:
0,95 x 0,70 m. 2017.

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