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Ode marítima

(…)
Ah, seja como fôr, seja para
onde fôr, partir!
Largar por aí fora, pelas ondas,
pelo perigo, pelo mar,
Ir para Longe, ir para Fóra, para
a Distância Abstrata,
Indefinidamente, pelas noites
misteriosas e fundas,
Levado, como a poeira, plos
ventos, plos vendavais!
(…)

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Fernando Pessoa. Ode marítima. In: Poemas
de Álvaro de Campos. Ed. crít. de Cleonice
Berardinelli. Lisboa: IN-CM, 1990, p. 88.

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Lélia Parreira. Ode marítima.
Acrílica sobre tela. Dimensões:
Dimensões: 0,90 x 0,70 m. 2017.

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